Idanha-a-Velha · Regeneração Biocultural · Narrar o Lugar

Idanha-à-Vida

Do restauro de 1600 hectares ao pertencer ao lugar.

Inteligência do LugarInteligência Organizacional
Pediram-nos que ajudássemos uma equipa a trabalhar melhor em conjunto. Esse alinhamento nasceu da exploração da vocação singular de Idanha enquanto lugar vivo e do envolvimento dos atores locais em torno do seu futuro.

Sete anos volvidos, a Idanha-à-Vida trabalhava para restaurar a sua paisagem de 1600 hectares e tinha reunido uma comunidade crescente em torno do lugar. Sediado na aldeia histórica de Idanha-a-Velha — um lugar com milénios de história, conhecido sobretudo pelo seu legado romano —, o projeto tinha chegado a um limite comum a outros projetos ambiciosos semelhantes: complexidade crescente, falta de linguagem partilhada e a pressão para se tornar financeiramente viável.

Acompanhámos a equipa num processo de Narrar o Lugar. Estar no terreno foi o solo onde começou a emergir uma nova compreensão partilhada do projeto — e, com ela, o alinhamento interno. Ao longo de seis meses, a equipa aprendeu a ler Idanha-a-Velha — a sua geologia, a sua água, a sua oscilação entre prosperidade e abandono — e a ligar-se às diferentes pessoas que foram vendo as histórias desenrolar-se ao longo do tempo.

Por esta via, a equipa percebeu que a viabilidade do próprio projeto era inseparável da viabilidade da aldeia. Pessoas e organizações juntaram-se para partilhar perspetivas e aspirações diferentes quanto ao futuro do lugar, abrindo um processo rumo a uma visão partilhada. Foi o primeiro passo na construção de uma rede local de atores mais ligada entre si. Idanha-a-Velha deixou de ser um território que o projeto procurava restaurar e passou a ser um lugar ao qual o projeto se reconhecia pertencer.

InteligênciasInteligência do Lugar · Inteligência Organizacional
TemasIdanha-a-Velha, Narrar o Lugar, Envolvimento de atores locais

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